terça-feira, 21 de setembro de 2010

A Origem do Preconceito!

 

"Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração." (I Samel 16:7)

O preconceito contra a tatuagem tem sua origem na Idade Média, quando a Inquisição perseguia brutalmente, prendia e queimava na fogueira qualquer pessoa que portasse uma cicatriz, marcas de nascença, mancha na pele, uma deformidade física qualquer, desenho ou tatuagem, sendo esta acusada de bruxaria e de ter pacto com o demônio.

Hoje em dia, os reflexos dessa perseguição religiosa se revelam na perseguição social, gerando o "pré-conceito" de que aqueles que se tatuam são nocivos à sociedade.

Infelizmente, a história tem mostrado que a Igreja, que através das eras, sempre se propôs a ser uma contra-cultura, lutando contra padrões, valores e ideologias de uma sociedade decadente, no entanto, tem se curvado às tendências políticas e às imposições dessa mesma sociedade a qual tenta se separar, deixando-se desfigurar e perder a força de seu legado profético, se tornando conivente e absolutamente omissa diante de aberrações cometidas por líderes megalomaníacos, injustiças sociais e atrocidades efetuadas por regimes totalitários .

É revoltante ver que a igreja evangélica hoje tenha herdado da Idade Média o preconceito contra a tatuagem e mantenha esse preconceito, tanto contra a tatuagem, como contra quem quer que seja diferente do padrão burguês que a sociedade impôs à igreja e lamentavelmente ela aceitou, ficando amarrada à camisa de força do preconceito que drena o amor e represa sua ação diante do mundo.

Penso que o evangelho de muitos se tornou muitíssimo frágil, quase um paganismo dualista esotérico, por entenderem que uma simples tatuagem venha a ser porta para entrada de demônios. Outros dizem, influenciados por pressupostos da Idade Média, que é a marca da besta. Outros alegam severamente que fazer tatuagens é profanar o templo do Espírito Santo. Essa fragilidade de fé gera um evangelho legalista, que torna a salvação totalmente vulnerável, por entender que pequenas falhas, pecados e deslizes (não considerando aqui que as tatuagens sejam falhas, pecados ou deslizes) são motivos suficientes para levá-las ao inferno, ou no mínimo, motivo para desconfiar da espiritualidade de alguém, pelo simples fato de serem diferentes. Estes que vivem esta fé fragilizada vivem constantemente apavorados por ameaças do inferno, e por conta de não conhecerem a ‘verdadeira’ Palavra de Deus, vivem amedrontados, acuados por demônios e por seus próprios fantasmas interiores.

Quem assim o crê não conhece as fraquezas peculiares dos servos de Deus e suas personalidades diversificadas que estão abertamente registradas nas Escrituras Sagradas, assim não conhecendo a extensão da Graça de Deus e o alcance da Obra de Cristo.

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TATUAGENS: Ainda existe preconceito?

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Conforme pesquisa, número de pessoas que se tatuam dobrou entre os anos de 2001 e 2004

A vontade de perpetuar no corpo a imagem de algo que remeta a alguma lembrança importante, um amor, um amigo, uma conquista, um artista, uma ideologia ou até mesmo um protesto, é uma das inúmeras explicações para se fazer uma tatuagem.   O presidente do Sindicato dos Tatuadores e Bodypiercing Profissionais do Estado do Rio, Alexandre Oazen, trouxe à tona uma pesquisa que mostra que o número de pessoas que se tatuam dobrou entre os anos de 2001 e 2004. E 70% desse aumento se deu entre as mulheres. Atitudes que anteriormente não eram vistas com “bons olhos”, hoje em dia ganham mais adeptos.
De acordo com profissionais da área de Recursos Humanos, há pouco tempo as empresas utilizavam o fato de um candidato possuir uma tatuagem como fator de eliminação na hora da contratação. Principalmente em setores alimentícios ou em que o profissional devesse lidar diretamente com o cliente, possuir tatuagem poderia ser sinal de falta de cuidado, higiene, ou até mesmo revelar um perfil psicológico “revoltado” do candidato.
Nos últimos anos, a impressão gerada pelas tatuagens tem sido modificada. Porém, em estabelecimentos mais antigos, sérios, e instituições ligadas à saúde humana, quebrar o preconceito ainda é um desafio.
Para Joicy Alves Pereira, psicóloga e gerente de recursos humanos, a utilização de características físicas como critério de seleção não pode ser preponderante sobre os demais atributos buscados no candidato. “Um grande número de candidatos, hoje em dia, possui tatuagens ou piercings. Se utilizarmos esse fator para descartar um candidato poderemos perder profissionais qualificados, graduados e competentes por conta de particularidades. O candidato não pode ter seu perfil comprometido em virtude de adereços ou características estéticas, como tatuagens, piercings ou a cor do cabelo, por exemplo”, argumenta.
Escolha
A escolha dos desenhos que serão tatuados no corpo varia bastante. De estrelinhas a dragões, com os mais inusitados significados, as mais comuns são homenagens para o parceiro ou algo que marcou muito a vida da pessoa. De acordo com Ana Carolina Daniel, 22, tatuadora e proprietária de um estúdio no Centro, em Ipatinga, são realizadas em seu estabelecimento cerca de 60 intervenções corporais por mês em época de verão, entre tatuagens e perfurações. “A procura tem aumentado cada vez mais. O tabu de que quem possuía tatuagem era revoltado e contestador está sendo quebrado. As pessoas estão mais abertas a entenderem que é apenas estética”, comenta. Na cidade de Ipatinga existem, apenas no Centro, cinco estúdios de tatuagem legalizados.
Advertência
O jornalista Lucas Ornelas, 28, conta que quando era mais jovem, ao tentar uma vaga em uma rede de fast-food, foi advertido em relação às suas tatuagens. “Me falaram que eu não podia deixar à mostra em hipótese alguma, e que, caso isso ocorresse, eu seria desligado da empresa imediatamente. Como precisava do emprego, na época, acatei as exigências do lugar, mas achei e acho um absurdo. Acho sem cabimento uma arte ser motivo de discriminação. Minha competência profissional não é medida por um corpo sem tatuagem, e sim pelo valor que agrego à empresa. Não tem como conceber uma pessoa ser demitida de um local ou não ser contratada em virtude de um adereço corporal. Isso mostra o quanto as pessoas são preconceituosas e o quanto ainda precisam abrir a cabeça em relação às transformações do mundo e do comportamento do ser humano”, desabafa.
O fotógrafo e sócio-proprietário de uma agência de publicidade da região, Cássio Santana, diz que nunca sofreu nenhum tipo de preconceito descarado, mas que algumas brincadeiras já aconteceram. “Em relação a tatuagem não sofri muito, porque a minha fica escondida, mas sobre o piercing sempre falavam ‘vou arrancar isso com um alicate’, coisas do tipo. O preconceito hoje em dia permanece, não tão forte como antes, pois eles agora conseguem reconhecer que o lado profissional, de certa forma, tem que ter peso maior nas decisões. Entretanto, ainda enxergam a tatuagem e os piercings como algo marginalizado. As empresas, a meu ver, não estão deixando de contratar. Mas a tatuagem, com certeza, ainda serve de modo de distinção entre os candidatos”, acredita.
Para o fotógrafo, algumas empresas têm se dado conta de que o lado profissional deve se sobrepor ao fato de o candidato ter ou não tatuagem. “Eles não deixam de contratar uma pessoa boa de serviço se ela tem uma tatuagem, mas umas brincadeiras acontecem, principalmente em empresas em que o trabalhador tem contato direto com cargos mais altos. Deixar de contratar é algo complicado, pois trata-se de discriminação, que é crime, mas sempre tem outros motivos que, fantasiosamente, são levados em conta”, expõe.
Uma arte recente
No Brasil, a tatuagem elétrica é uma arte muito recente. Surgiu em meados dos anos 60, na cidade portuária de Santos, e foi introduzida pelo dinamarquês "Knud Harld Likke Gregersen", também conhecido como Lucky Tattoo, que teve sua loja nas proximidades do cais, onde na época era a zona de boemia e prostituição da cidade de Santos. Isto contribuiu bastante para a disseminação de preconceitos e discriminação da atividade. A localização da loja era zona de intensa circulação de imigrantes embarcados, muitas vezes bêbados, arruaceiros e envolvidos com drogas, gerando um estigma de arte marginal que perdurou por décadas. Hoje em dia a tatuagem vem atingindo todas as camadas das populações brasileiras. (Andressa Moreira)

 

Fonte (http://www.jvaonline.com.br/novo_site/ler_noticia.php?id=74896)